“Amor vem de amor. Vem de longe, vem no escuro, brota que nem mato que dispensa cuidado e cresce com a mais remota chuva. Vem de dentro e fundo e com urgência. Amor vem de amor. Que não cabe, mas assim mesmo a gente guarda. A gente empurra, dobra, faz força, deixa amassado num canto, no peito, no escuro, dentro, ou larga pegando sereno. Amor vem de amor. Vem do pedaço mais feio, do mais sem palavra, do triste, vem de mãos estendidas. É tecido desfeito pelo tempo, amarelecido pelo tempo, pelo cheiro da gaveta fechada, pelo riscado do sol na madeira. Amor vem de amor. Vem de coisa que arrebata, vira chão, terra, cisco, resto, rastro, coisa para sempre varrida. É delicadeza viva forte violenta. Que faz doer, partir, deixar caído. Amor vem de amor. E dói bonito.”
| — | Guimarães Rosa Talvez o amor seja um buraco dentro de nossos corações que precisam urgentemente ser preenchido. Talvez seja o tempo que deseja ver você mais um alguém. Talvez seja a saudade que nos bate tanto. Talvez seja a vontade de ver o sorriso de alguém. Talvez seja um sonho, ou até mesmo um pesadelo. Talvez seja a vontade de abraçar e apertar. Talvez seja a necessidade de chamar alguém de "Meu". Talvez seja os porques da vida. O amor pode ser o motivo do seu sorriso, porém também o motivo de seu choro. Talvez seja a necessidade de se sentir bem junto com alguém. Pode ser chamado de amor, amigo, companheiro, namorado ou esposo. Talvez o amor seja simplesmente o Talvez. Talvez isso, talvez aquilo. Talvez amor. |


